Quem sou eu?

“Eu me permito ser tantas coisas, pois minha essência é invisível aos olhos e está além de tudo isso!”

Sou Emanuela Gomes, no âmbito profissional sou administradora e psicóloga. Além disso, sou filha de pais corujas e protetores, não sei se por coincidência, mas sou mãe coruja e protetora. Sou irmã, amiga, mulher, esposa, chefe, dentre vários outros papéis. Porém, sou um ser com traumas, emoções reprimidas, medos, crenças limitantes, lealdades sistêmicas invisíveis, dotada de um julgador, um juiz (que se acha do STF) e vários outros personagens. Também sou disléxica e isso sempre foi um obstáculo pra que eu escrevesse, até que li Rubem Alves citando o poeta Patativa do Assaré, que dizia: “É melhor escrever errado as coisas certas do que escrever certo as coisas erradas”. A leitura de textos de Rubem Alves tocou minha vida, pois ele compartilhou suas vivências e tudo que ele teve de mais precioso. Ele aprendeu com Patativa, eu aprendi com ambos e aqui estou. Com meu medo e minha coragem, estou me permitindo fazer algo que já era um chamado há alguns anos, pois entendi que além dos papéis que exerço, além da minha história e de como me constituí, sou um ser de possibilidades. Possibilidades de experiências de vida, de diversas facetas ou personalidades e dependendo da sua crença, possibilidades de várias vidas, mas acima de tudo, a possibilidade de viver, evoluir, ser feliz e contribuir com o mundo.

Então, quem sou eu?

Sou o que Raul Seixas chama de “metamorfose ambulante”, ou seja, um ser que não se fechou e evolui. Sou “um eterno aprendiz” como disse Gonzaguinha em sua canção “O que é, o que é?”. “Eu sou filho do mistério e do silêncio, somente o tempo vai me revelar quem sou”  como em “Maior” de Dani Black e Milton Nascimento.

Faço das palavras de Vander Lee em “Alma Nua” as minhas:

“Ó pai, não deixes que façam de mim, o que da pedra Tu fizestes. (…) Deixa-me perder a hora pra ter tempo de encontrar a rima. (…) Ó meu pai, dá-me o direito de dizer coisas sem sentido, de não ter que ser PERFEITO, PRETÉRITO, SUJEITO, ARTIGO DEFINIDO. Virar os dados do destino, de me contradizer, de não ter meta, me reinventar”.

Eu me permito ser tantas coisas, pois minha essência é invisível aos olhos e está além de tudo isso!

Deixo a pergunta:  E Quem é você?

Emanuela Gomes
Psicóloga


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