Por que meu corpo precisa de ritmo?

Início: 4 de julho de 2017
Fim: 4 de julho de 2017

19:15 - 21:00

- Não especificado -

4 de julho de 2017 19:15 - 21:00

Por que meu corpo precisa de ritmo?

As principais enfermidades contemporânea como decorrência da mecanização do corpo.

Todo ser humano é um microcosmos em relação ao macrocosmo e um fruto de sua cultura e época. Por isso, temos tendência a nos entendermos da mesma maneira como entendemos o mundo. Estas formas de entendimento do mundo e do homem sofreram, por volta do século XV, uma reviravolta com o descobrimento das novas terras, as circunavegações, as teorias heliocêntricas e o nascimento da era da razão.

Profissional: Dr Paulo Tavares
Dia: 4 de julho
Horário: de 19h
Valor: Doação de um livro ou leite em pó

Mais informações: 85 – 3879.2444

A partir desta época já não bastava mais ao homem viver sob o jugo dos deuses e sofrer o que a natureza lhe impunha, não lhe era bastante contemplar o mundo como uma obra divina e submeter-se ás suas leis e ordenações, era preciso entender o que estava acontecendo consigo e com o mundo.
Tudo isto é louvável e seria perfeito se lidássemos apenas com um ser regido apenas pela razão e um mundo unicamente sensorial, material. Razão e mundo sensorial tentam substituir, com garbo, a fé e as tradições arquetípicas do ser humano.
Contudo, nem tudo é submetido a explicação e nem tudo é perceptível aos sentidos. Não demorou para que no final do século XVII perguntas acerca nossos sentimentos e nossas vontades, sempre ocultas e inconscientes, viessem à tona por toda sorte de pensadores como Schopenhauer e outros.
Nosso corpo foi comparado à uma máquina. Nossa psique rebaixada resultado de uma corrente elétrica e uma secreção de nosso sistema nervoso. Ficamos desalmados. Prescindimos de um interior vinculado à dignidade, honra, e outros valores. Somos frutos apenas de uma boa ou má genética. De uma boa ou má educação. Não temos mais responsabilidades por nossas ações, elas são frutos ora de intricados mecanismos mecânicos, ora de vinculações afetivas de causas e efeitos de cunho metafísicos, mas nem assim aceitos pela ciência.
Para a desilusão de muitos, não somos máquinas, nem seres previsíveis e ordenados. Somos caóticos em nossas ordenações e frágeis quando submetidos ao olhar crítico e morto da razão. Podemos ressuscitar a razão com as forças curativas do nosso coração, assim diz a antroposofia. Sem isto, nada terá mais razão para viver, pois como diz o sambista: o coração tem razões que a própria razão desconhece, faz juras de amor e, depois, esquece. Seguindo este princípio sugiro aquecermos nossos pensares com o nosso sangue de nosso coração neste encontro para compreendermos um pouco mais, de uma forma imaginal, o que e de quem somos nós.

Curso de Formação em Constelações Familiares e Soluções Sistêmicas

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